Sentenças Urbanas

Este blog não se propõe a alcançar meta alguma, nem tampouco observar limite de algum tema. O caos, tal qual nossas vidas, permeia as observações nele contidas. Hoje, o que ele é, amanhã, poderá não ser mais.

28/11/10

COMO SURGEM OS MONSTROS

 

 

Creio que o evento ocorrido no Rio de Janeiro (uma verdadeira guerra civil) seja um divisor de águas, tanto para a população, policiais e políticos, não apenas do Rio, mas de todo Brasil, no que tange os quesitos “moral” e “ética”.
Nos anos 1970, com a repressão da Ditadura a todo vapor, surgiu, na Ilha Grande, a facção Comando Vermelho, que se organizava com táticas de guerrilha que aprenderam com os presos políticos para lá enviados. Na mesma época, a corrupção se entranharia na polícia como um câncer sem cura. A mesma corrupção fortaleceria o Comando Vermelho, deixando-os impunes para vender drogas e comprar armas, como se estivessem em supermercados. Enfim, criaram um monstro e o alimentaram.
Além da proteção de policiais corruptos, também se beneficiavam da proteção da própria população dos morros cariocas, que não ouviam e nem viam nada. Na mesma direção caminhavam os políticos, que, por sua vez, fechavam os olhos para a pobreza, e não investiam na saúde, habitação e educação da população, criando-se, assim, um submundo, sem regras ou lei.
Nestes últimos dias, chegamos ao ápice da desordem causada pela negligência de políticos desonestos, policiais corruptos e uma população desassistida. Uma guerra civil anunciada, finalmente eclodiu, deixando, estarrecida, uma nação inteira. A população, mais uma vez, que arcou com os prejuízos: vidas ceifadas e ônibus e carros queimados.
Espero que as imagens transmitidas pelos veículos de comunicação sirvam para abrir os olhos destes servidores. Que percebam o que está acontecendo à sua volta, e deixem de olhar para o próprio umbigo. Pois uma destas balas perdidas, pode ser deflagrada tantoo de um lado, quanto de outro, talvez tenha um destino jamais pensado por ele: sua própria família.

 

criado por ari.cs    14:22:19 — Arquivado em: crônicas — Tags:

31/10/10

O SONHO NÃO ACABOU

 

As ruas estão cheias de papéis de propaganda política, os corações, mesmo com grande ceticismo, lá no fundo, têm esperança de dias melhores. Quem não foi viajar e aproveitar o feriado prolongado, geralmente acorda cedo, e, ansioso, se prepara para enfrentar uma pequena fila, ou não (depende do local). Têm que escolher alguém, algum político, que seja político. Muito político, se é que me entendem.
Políticos…Muitas pessoas, já fizeram chorar. Seus corações de pedra passam por cima delas, de suas esperanças, seus sonhos, sua família. Não importa o que se deva fazer para conseguir seus intentos. Em busca do vil metal, como robôs programados, se transformam em grandes atores. Sorrisos aparafusados, amarelos, falsos como uma nota de três reais, adentram em nossos lares com promessas das mais diversas.
A ditadura acabou, mas o processo democrático não estará totalmente concluído se nós, o povo, não fizermos valer nosso voto. Como cordeirinhos, assistimos a todo tipo de corrupções, falcatruas, desvios de dinheiros, juízes com medo de votar no “ficha limpa”, sem nenhum grito de protesto. Na França, por muito menos, a população vai bater lata nas ruas.
Enquanto não investirem pesado em educação, nossas crianças continuarão caminhando, como bois preparados para o abate, ao encontro de um Estado estagnado por políticas degenerativas. Existe uma elite política que ainda pensa em deixar a população ignorante, para manipulá-los ao seu bel prazer. Herança dos tempos dos velhos “coronéis”, do voto de cabresto. Uma situação de extremo ridículo, para um país que é a maior potência da América do Sul.
Espero que os tempos vindouros sejam de crescimento político e social. Que surja a era da lucidez, que iguala a sociedade e a torna justa e consciente. Uma utopia? É, pode ser. Mas se não acreditarmos, então, o sonho acabou. Melhor nem votar.
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26/6/10

“DIPLOMACIA FUCK YOU”

 

 
As relações pessoais e de Estado estão cada vez mais difíceis. O Brasil tentou flertar com o Irã, uma tentativa de apaziguamento de ânimos entre “ele” e as grandes potências do G8, porém, causou efeito contrário. O quê deveria ter sido feito? Será que se as grandes potencias deveriam pegar carona neste acordo entre Brasil, Turquia e Irã, e tentar inserir outras clausulas ao acordo. Creio que a postura radical que tomaram é o que poderá causar danos ainda maiores no futuro, com represálias e ataques terroristas.
A “diplomacia” não existe mais. Existe, sim, políticos disfarçados de diplomatas. A era romântica da diplomacia se extinguiu com o consumismo desenfreado e a busca por novos mercados e nichos de consumo. A vida dos novos diplomatas se resume a grandes festas, regadas a champagne francês e vinhos caros, em seus palacetes acarpetados. Muita ostentação para pouca ação.
Ghandi, sim, foi um grande diplomata. Polido, inteligente, estrategista e pacificador, conquistou o respeito dos algozes do seu povo. Malcom X e Martin Luther King, com o aprendizado de uma vida sofrida e a leitura correta dos fatos da época, também, a sua maneira, tornaram-se grandes diplomatas, em prol da causa dos negros.
O diplomata pode pegar em armas? Creio que sim. Nos anos 1960, em busca de um mundo melhor, Che Guevara tornou-se um diplomata. Tentou difundir a ideologia comunista pelo mundo. Hoje sabemos que se trata de uma utopia, pois estamos lidando com humanos. Humanos não pensam na coletividade. Olham apenas para seus umbigos, e o que está em volta fuck you.
Então podemos afirmar que, nos dias de hoje, a diplomacia e suas verdadeiras metas estão estagnadas e corroídas. Ninguém sabe ceder. É só “venha à nós”, “ao vosso reino” nada. Atitudes desta estirpe acabam comprometendo a imagem dos países, gerando uma regressão sociológica e criando novos neologismos: viva a Diplomacia fuck you.

 

criado por ari.cs    12:44:02 — Arquivado em: crônicas — Tags:

11/4/10

REBELDIA DE SUPERMERCADO

 

Em meados dos anos 1970, surgiu uma geração forjada no âmbito da classe trabalhadora, que não vislumbrava perspectivas em seus respectivos futuros. Esta falta de perspectiva levou os filhos dos proletários a se reunirem nos guetos, onde uma nova tendência musical e idelológica, juntamente com a rebeldia juvenil, moldaria pensamentos e atitudes. Culminando, assim, neste contexto e cenário, o surgimento, em Nova York, do PUNK. Mais precisamente, o ponto de encontro destes jovens se daria em um bar, localizado em um bairro da classe operária, chamado CBGB. Neste bar tocaram bandas famosas, como: The Ramones, Talking Heads, Blondie, Patty Smith, The Dead Boys, entre outros.
Entretanto, o tempo passou, a tecnologia avançou, a industria fonográfica quebrou e o romantismo acabou. Atualmente nos deparamos nas ruas com “pseudopunks”, usando cabelos moicanos forjados nos salões de beleza, calças rasgadas compradas em boutiques de luxo e piercings colocados, em diversas partes do corpo, por profissionais habilitados, que cobram preços altos para esta tarefa.
Estes pseudopunks, agora, ouvem música sertaneja, são caretas e ridículos. Uma galinha certamente raciocina muito mais do que eles. Como diria Angeli a algum tempo atrás, eles compram sua rebeldia em supermercados.
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9/3/10

PLANETA RESSENTIDO

 

Os seres humanos, em sua longa caminhada, chegaram a alcançar a lua, pretendendo, num futuro breve, pisar o solo de Marte. Embora eu seja totalmente a favor de que o conhecimento cientifico seja largamente ampliado, creio que devamos priorizar, primeiramente, as pesquisas no planeta Terra.
Os pesquisadores não conseguem nem ao menos antever onde os raios cairão ou quando acontecerá o próximo terremoto, e querem ir para Marte! Fazer o que num planeta inóspito, composto de gases tóxicos, onde a respiração seria impossível? Só porque encontraram alguns vestígios de gelo?
O povo, às vezes, é provido de grande sabedoria. Nas conversas rotineiras, quando o assunto trata-se de ganhar algum prêmio de loteria, logo dizem que “se eu ganhar o prêmio quero conhecer primeiro o Brasil, depois vou para o exterior”.
É isso ai. Vamos conhecer primeiro o planeta no qual nascemos e vivemos, depois podemos tentar domar outras feras. Digo isto porque o planeta Terra é uma gigantesca panela de pressão, um organismo vivo, em constante ebulição.
Muitas pessoas crêem que as plantas têm sentimentos e podem absorver positiva ou negativamente os acontecimentos ao seu redor. Por que com o planeta, talvez, não aconteça o mesmo? São tantas guerras, corrupções, injustiças, violência gratuita, poluição, que o planeta esteja reagindo, à sua maneira.

Enfim, os seres humanos têm que entender que sua sobrevivência depende das condições favoráveis do planeta, mas o planeta continuará existindo sem a presença do homem.

criado por ari.cs    15:40:49 — Arquivado em: crônicas — Tags:

23/12/09

ENCRUZILHADA

 

Finalmente chegamos ao final do ano, todos estão curtindo o espírito do Natal. Eu, ao contrário de todos, estou tentando fugir de todo este frenesi, que leva as pessoas a níveis absurdos de ansiedade.
Agora, no exato momento em que escrevo esta crônica, ouço o som do trompete do grande Chet Baker. Acabei de chegar do inferno causado pelo consumismo. Consigo relaxar a mente e esquecer o trânsito caótico que o espírito do Natal nos proporciona.
Enquanto o mundo está acabando, as pessoas estão contribuindo para sua destruição. Porque quanto mais você comprar, mais as empresas produzirão e poluirão. Estamos numa grande encruzilhada. Em contrapartida, se pararem de produzir as grandes metrópoles entrarão em colapso, devido ao grande número de desempregados, sem-tetos e famintos.
Enquanto eu ouço Chet Baker e escrevo estas mal traçadas linhas, neste exato momento, quem poderá dizer que não, Ahmadinejad e Kim Jong-il se preparam para enviar alguns mísseis, com ogivas nucleares, contra seus desafetos.
Esta é a grande encruzilhada: o mundo acabando com sua camada de ozônio, líderes brincando com seus foguetes teleguiados, e a população, anestesiada, tal qual manada a caminho do abate.
De todas estas loucuras podemos repensar e mudar todos estes maus hábitos, trocar os líderes que colocam o mundo em perigo, mas podemos continuar a ouvir em vinil, cd ou mp3 o bom e velho Chet Baker.
criado por ari.cs    10:51:39 — Arquivado em: crônicas — Tags:

16/12/09

TV CULTURA TRANSMITE LIXO CULTURAL

 

A televisão brasileira nunca teve uma programação de qualidade. Entretanto, a TV Cultura sempre permeou sua programação com uma grade de fazer inveja a qualquer televisão pública, de qualquer país.
Porém, atualmente, está acontecendo alguns fatos que destoam do objetivo da emissora. Um destes fatos se passa no programa Ensaio, apresentado pelo lendário Fernando Faro, que outrora primava pela apresentação de cantores e instrumentistas de bom gosto, atualmente tem trazido cantores extremamente bregas e obtusos (Chitãozinho e Chororó, Bruno e Marrone e etc).
Acredito que estas figuras já tenham o espaço deles na grande mídia e não precisam estragar a programação de uma emissora pública, que deveria trazer o que há de melhor no mundo musical, teatral e da informação. Será que o jabá já chegou à TV Cultura e estamos assistindo a isto tudo passivamente!
Seria de bom senso que as autoridades competentes verificassem este fato espantoso, que passa despercebido, sem interferência do público ou tampouco do 4º poder (a imprensa). Daqui há pouco estaremos assistindo, na nossa querida "Cultura", aos programas do Faustão, Gugu, Márcia e outras figuras dantescas da nossa ridícula e ultrapassada televisão brasileira.
A TV Cultura tem que transmitir cultura, não este lixo cultural que polui as ondas sonoras. Fatos como estes têm origem na corrupção ou na estrutura política, que está contaminada até as raízes do establishment.
O Diretor da TV Cultura tem que tomar cuidado com estes eventos, pois a população está anestesiada, mas tem algumas pessoas por aí que não se deixam contaminar por esta lavagem cerebral em massa.

 

criado por ari.cs    16:20:03 — Arquivado em: crônicas — Tags:

30/11/09

SENHOR TEMPO BOM

 

O link do site Manos e Minas, que encontra-se neste blog, tem conexões com o programa realizado todos os sábados, às 18h00, na TV Cultura. É um programa muito legal, onde o som e a voz da periferia falam mais alto.
No dia 28 de outubro passado, a banda Moleque de Rua se apresentou, ensinando-nos como podemos educar as crianças da periferia com pouco dinheiro, retirando-as das ruas e mostrando-lhes novas perspectivas no universo musical.
O programa também mostra a liberdade, que só a arte, realizada na periferia proporciona, com os mestres do grafite. Durante a programação o convidado realiza uma obra, que pode ser tema livre ou relacionado com o programa do dia.
Mostra outras realidades ocultas nos bairros, onde surgem cabeças pensantes, como o escritor Ferréz, que entrevista diversos convidados que moram na periferia e se destacam no universo musical ou literário.
Também, no dia 28 de outubro, apresentaram imagens dos anos 1980, que deram o pontapé inicial no movimento do hip hop. Thaíde, o apresentador do programa, aparece nestas imagens, assim como Nelson Trinfo, João Break e outras figuras da época.
Enfim, só assistindo ao programa você poderá verificar que a periferia de São Paulo tem cabeças pensantes. Lugar onde se exalta a cultura negra, extraindo o que há de melhor das ruas, vielas e barracos de São Paulo. Não é só o hip hop que é lembrado, mas o samba de verdade. O Samba da Vela, local onde se ouve o que há de melhor do samba de raiz, também foi visitado, e realizaram uma matéria fantástica mostrando a versatilidade dos músicos, fazendo samba improvisado da melhor qualidade.

Que tempo bom, que não volta nunca mais (frase da música de Thaide e DJ Hum), é apenas força de expressão, pois, acredito que eles estão voltando, sim.

criado por ari.cs    15:57:31 — Arquivado em: crônicas — Tags:

21/11/09

FUGINDO DA FUTILIDADE

 

 

Não conheço ninguém do "BBB", nem tampouco de "A Fazenda". Fiz questão de perder todos os episódios, contrariando todas as estatísticas do ibope. Recuso-me a assistir ao Fantástico, Gugu, Faustão e outras aberrações do gênero. Não sei quem está fazendo sucesso com o riduculo "sertanejo universitário", muito menos o "analfabeto".

O "bonde do tigrão" passou e, graças aos deuses da música, o perdi. De vez em quando, algum FDP passa por mim, dentro de seu bólido reluzente, ouvindo o maldito "funk carioca" em altos e insuportáveis decibéis. A minha felicidade é saber que, dentro em pouco, o infeliz estará surdo. Aliás, esta denominação, "funk carioca", vem fazendo nosso inesquecível e fantástico, James Brown, se contorcer em sua tumba. Descanse em paz, meu Rei!

Nos anos 1980 falava-se muito que nossa geração só ouvia música estrangeira. Concordo, em gênero, numero e grau, mas pelo menos se ouvia boa música. Para mim a música, é boa ou ruim. A música é universal. Música é Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. A letra da música é que se modifica, pode ser em português, inglês ou alemão.

Não me venham com a história de que devemos preservar nossas raízes. É lógico que devemos preservar as raízes, mas porque não o fizeram. Sabe o que fizeram? Arrancaram as raízes e deixaram-nas apodrecer. Pegaram-nas e as deixaram nas mãos de pessoas sem escrúpulos ou ética.

Em minha casa só entra música boa. Não me importa se veio da Suécia, da Rússia ou de Angola. Eu quero um som que preencha a minha alma e não machuque meus ouvidos. Notas bem colocadas, na hora e local exatos, dentro da melodia. A música tem que te remeter a uma catarse, te fazer renascer ou transcender o tempo. A música tem que ser mágica, e se não o for a magia não surgirá.

Como gados, as pessoas são levadas pela mídia a ouvir as músicas da moda. As ouvem até a exaustão, até chegar outros estilos sugeridos pelas gravadoras, iniciando-se, assim, outra odisséia musical inglória.

Por isso, continuo naquele mesmo ponto, perdendo todos os "bondes dos tigrões" e rindo dos idiotas com seus chapéus de cowboy e seu desagradável "sertanejo universitário". Fico feliz de ser uma pessoa desatualizada e conseguir passar por um fútil BBB e não reconhecê-lo. Acho-me importante e mais civilizado por odiar rodeio e toda parafernália que vem agregado a ele.

Apesar de tudo, sou um cara feliz. Conheci Ed Motta e sua música, ao vivo. Curti o som do Clube do Balanço, que a mídia insiste em não promovê-los, assim como a nova formação da Banda Black Rio e Trio Mocotó, sem falar do som incrível do Funk Como Le Gusta. Desculpem-me as outras que não me lembrei, mas as trago todas no meu coração.

Por isso, quando se fala de música, não me prendo a raízes. Gosto de boa música, e se, a partir de hoje, ela for composta apenas fora do Brasil, sinto muito, mas me tornarei um ouvinte internacional.

criado por ari.cs    10:13:46 — Arquivado em: crônicas — Tags:, ,

1/11/09

SIMPLES MENTE

 

 

Pensamentos estáticos e lineares não combinam com as metáforas dos libertários. Similares são criados todos os dias, para desespero destes. Uma bruma sufocante permeia a atmosfera, tornando-a quase que irrespirável. Atitudes dantescas assombram, a todo tempo, estes pobres infelizes, que sentem-se presos, como que dentro de uma bolha, onde um universo incrível e rico não pode ser dividido. Como dividí-lo com estes seres incompletos? É a mesma coisa que dar pérolas aos porcos. Não saberiam o que fazer, nem tampouco mensurar seu valor.

Sofrem demais ao constatarem que as impurezas são, absurdamente, valorizadas. Enquanto isso os verdadeiros heróis caem no ostracismo (literário, musical, etc…). Convém retirar-se estratégicamente e vigiá-los, para que você também não venha a esquecê-los. É bom frisar que, nesta nova geração, aqui, alí, acolá, vez ou outra, nasce um rebendo com dotes que destoam desta imensa multidão. Estes serão os mensageiros que guardarão as tradições em suas novas quadros, composições, poesias e romances.

Serão pessoas muito fortes, pois para enfrentar o pragmatismo midiático instalado no estatus quo do establishment, terão de suplantar este mal. O que seria do mundo se nao fossem estas tais pessoas. Conseguem fazer a leitura do mundo, friamente, sem medo, e traduzí-lo em respostas e metáforas que, de tão simples e óbvias, irritantemente ainda não haviam sido digeridas.

Esta facilidade de compreensão que os torna os gênios que são. Lapidam letras e sons, situações e histórias, produzindo, assim, o suco da história. Geralmente tendem a instituir a destruição do status quo deste stablishment perverso, que contamina os que não teem a imunidade necessária para se desviarem do processo.

Se você vive neste mundo maravilhoso, mas dentro de uma bolha, e não pode dividí-lo, não se preocupe: existem vários mundinhos destes espalhados por este mundão. Pequenos paraísos artificiais. Demora para achá-los, mas assim é mais gostoso.

Quanto mais difícil mais gostoso, quanto mais simples mais genial.

criado por ari.cs    13:44:06 — Arquivado em: crônicas — Tags:
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